Por Mariana Nadaleto, G1 Santos
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Com restaurantes fechados compras diminuíram e produtores passam por dificuldades — Foto: Divulgação/ Valquíria Queiroz
Os produtores rurais do Vale do Ribeira, região do interior paulista, estão comemorando a liberação de duas linhas de crédito para auxiliar empreendedores a enfrentarem a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Eles estão sofrendo grandes prejuízos desde o início da quarentena, que resultou na diminuição das vendas. Já é possível fazer a solicitação do crédito.
A produtora e vice-presidente da Associação dos Produtores de Pupunha de Registro e Região (Appurr), Valquíria Evaristo de Queiroz, de 44 anos, acredita que essas linhas de crédito irão ajudar bastante os trabalhadores do Vale do Ribeira. Porém, é preciso ter certeza de que haverá uma facilidade na concessão desses créditos.
“A linha com menor taxa de juros, para produtores com CNPJ, é mais viável. Para o trabalhar que vive exclusivamente dessa produção, que é o que mais está sofrendo com a pandemia, qualquer ajuda do Governo com taxas baixas já ajuda bastante. Essa região tem poucos recursos. Então, tudo que vier para auxiliar é uma grande vitória. Temos que comemorar”.
O governador João Doria (PSDB) anunciou, no dia 10 de agosto, a liberação de mais de R$ 70 milhões em microcrédito do Banco do Povo. No mês passado, o deputado estadual Caio França (PSB) fez diversas solicitações de implementação urgente de linhas de crédito. Segundo o deputado, essa liberação representa uma ajuda importante para os informais, pequenos empreendedores e produtores rurais.
“Eles são os que encontram mais dificuldade para ter acesso ao financiamento neste momento, justamente pelas exigências impostas pelas instituições bancárias. Estou feliz pela conquista dos produtores rurais do Vale do Ribeira, que me procuraram relatando os desafios da plantação e colheita do palmito pupunha durante o período do isolamento social. É uma conquista importante para todos”.
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Produtores — Foto: Divulgação/ Valquíria Queiroz
A primeira linha de crédito é para os empreendedores informais e produtores rurais sem CNPJ. Eles terão opções de crédito de até R$ 5 mil e taxa de juros de 1% ao mês. O prazo para pagamento é de até 12 meses com carência de até 60 dias para capital de giro. Já para o investimento fixo, o prazo para pagamento é de até 24 meses com até 90 dias de carência. O empresário deverá apresentar avalista.
Já a segunda linha é voltada para Microempreendedores Individuais (MEIs) e produtores rurais com CNPJ. Com taxa de juros de 0,35% a 0,70% ao mês, o limite de crédito é de R$ 8,1 mil, que pode ser utilizado tanto para compras de mercadoria quanto para pagamentos das obrigações da empresa.
O prazo para pagamento é de até 24 meses com carência de até 60 dias para capital de giro. Já para o investimento fixo, o prazo para pagamento é de até 36 meses com até 90 dias de carência. Para solicitar os financiamentos, o empreendedor não pode ter restrições cadastrais no CNPJ e CPF.
Matéria reproduzida do Portal G1