Da redação
Os deputados federais Rosana Valle (PSB) e Júnior Bozzella (PSL) e o deputado estadual Caio França (PSB), que participaram do evento A Região em Pauta da última segunda-feira (3), prometeram empenho para ajudar os municípios na saúde pública. As questões regionais, como a dificuldade em cirurgias vasculares também serão alvo dos parlamentares.
Bozzella afirma que conseguiu, junto ao ministro Luiz Henrique Mandetta, habilitação em alta complexidade nos serviços vascular, endovascular e cardiovascular. “A portaria de habilitação do Ministério da Saúde disponibiliza um valor fixo incorporado ao teto de média e alta complexidade do município (R$ 426.175,14/ano) para o atendimento da demanda regional. Esse valor encontra-se defasado, não despertando interesse em possíveis prestadores nessa área”.
O deputado afirma que vai batalhar pela atualização dos valores da portaria e outras formas de financiamento. “Converso frequentemente com todos os prefeitos e o diagnóstico não é muito positivo. Na região há um deficit de aproximadamente 800 leitos SUS, sendo que identificamos de 20 a 30% de leitos existentes sem funcionamento por falta de condições financeiras. A Baixada tem um deficit de aproximadamente R$ 100 milhões na área da Saúde.”
Prioridades e conversa
Rosana Valle afirma que se reuniu com os secretários de Saúde da região e montou um grupo de trabalho. “Defini uma lista de prioridades: a falta de vagas em hospitais, o aumento das verbas federais para atendimentos de média e alta complexidades ambulatorial e hospitalar. Além da falta de remédios de alto custo na rede de Saúde da nossa região”.
Para ela, o principal é conversar com o Ministério da Saúde para aumentar os recursos enviados pelo Governo Federal aos hospitais. Dessa forma, essas unidades podem se interessar e adequar o espaço para atender os pacientes. “Grande parte dos procedimentos cardiovasculares é remunerada com recursos do teto de média e alta complexidade (teto MAC). A dificuldade de se obter recursos para realizar esse tipo de procedimento faz com que hospitais não tenham interesse, o valor repassado é baixo”.
De olho no Estado
O deputado estadual Caio França (PSB) garante que está concentrado nos problemas regionais do setor. “Os comparativos com outras regiões deixam claro que precisamos da ampliação do custeio nos hospitais estruturantes. A baixíssima quantidade de exames proporcionados pelo Corujão da Saúde também deixou claro que o sistema de regulação de vagas precisa de ajustes”, diz.
França afirma que as cirurgias vasculares, ortopédicas e cardiológicas são as prioridades. Além disso, a ampliação dos leitos com a ocupação plena dos hospitais conveniados e a abertura de novos ambulatórios de especialidades (AMEs).
“Vamos abrir os números e mostrar que o Governo do Estado tem que aumentar o repasse”, diz o deputado.
Matéria reproduzida do Portal A Tribuna On-line