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Uma década sem Zilda Arns

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08/01/2020
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  • #zildaarns#Haiti#Terremoto

Reprodução Senado Federal

Há dez anos, um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti. O epicentro ocorreu a poucos quilômetros da capital, Porto Príncipe, causando devastação no país da América Central. Entre as milhares de vítimas dessa catástrofe estava a missionária brasileira, médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, também representante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e fundadora da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa.
Indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo Brasil, Zilda partiu em missão humanitária, fazendo aquilo que mais amava: doar sua vida para ajudar quem mais precisava. Levava informação para um grupo de religiosos com a finalidade de introduzir a Pastoral da Criança naquele país. Com sua morte, deixou um legado de valor inestimável sobre caridade, solidariedade, cultura de paz, amor, perseverança, abdicação, inclusão social e otimismo.
A médica defendia veementemente os direitos das crianças e das gestantes, lutando pela causa dos menos favorecidos e excluídos. Imbuída de fé e esperança, guiada pelo Evangelho, nunca titubeou diante das adversidades. Ao contrário, cada obstáculo parecia desafiá-la a ir mais longe e lutar para diminuir as desigualdades no Brasil e no mundo.
O exercício da profissão como pediatra e a experiência com saúde pública permitiram a implantação de medidas simples, educativas, preventivas e eficazes no combate à desnutrição e, consequentemente, à mortalidade infantil. Por exemplo, defendeu o trabalho de disseminação da importância do soro caseiro. Em sua última apresentação, dentro de uma igreja, Zilda discursava sobre a importância de cuidar das crianças “como um bem sagrado”, promovendo o respeito aos seus direitos e protegendo-as assim como “os pássaros cuidam dos seus filhos”.
A vocação em servir sempre esteve no DNA da família de Zilda, tendo em vista que alguns dos 13 irmãos seguiram vida religiosa, com destaque para a atuação do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, falecido em 2016, conhecido como o cardeal dos Direitos Humanos, incansável na defesa e promoção dos direitos da população desfavorecida.
Após 35 anos, o trabalho iniciado por Zilda Arns segue beneficiando cerca de 1 milhão de crianças que são acompanhadas pela Pastoral da Criança, além de 53.174 gestantes e mais de 782.332 famílias distribuídas em 3.535 municípios brasileiros, com o envolvimento de mais de 150 mil voluntários.
A torcida é para que, na nova década, mais pessoas possam atender a este chamado missionário. Que despontem novos ídolos da caridade, movidos por este mesmo desejo de transformação da realidade, de quebra de paradigmas e que, dessa forma, possamos preencher lacunas deixadas por todas as Zildas e Paulos que já não estão mais entre nós.
Lembrando que cada um de nós também pode fazer a sua parte na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. É um processo coletivo, do qual nós todos fazemos parte, e para o qual temos que contribuir diariamente. Basta olhar para os lados.

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