A Ease Labs, farmacêutica pioneira na fabricação de produtos à base de cannabis no Brasil, recebeu, na última segunda-feira, 04, a visita do deputado estadual Caio França, autor da lei para fornecimento de medicamentos com canabidiol pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo e figura-chave na luta por acesso ao tratamento com o ativo. O encontro teve como objetivo apresentar ao deputado as instalações da farmacêutica que fornecerá o produto à base de canabidiol para o SUS do Estado de São Paulo.
O programa criado pela Lei 17.618/23 do Deputado, e sancionada pelo Governador Tarcísio, é considerado o maior Programa para acesso gratuito ao medicamento à base de canabidiol do mundo. Acredita-se que o feito posicionará o Brasil como um grande destaque no mercado Global, como o país que proporcionou o acesso gratuito aos tratamentos, com respaldo técnico-científico, segurança e qualidade farmacêutica.
A visita ressaltou não apenas a consolidação de anos de trabalho do deputado e da farmacêutica, mas também a abertura de portas para a inclusão de tratamentos à base de cannabis para outras doenças no SUS, que atualmente cobre epilepsia farmacorresistnte, mais especificamente as síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e Esclerose Tuberosa. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) e dores crônicas foram mencionados durante a visita como exemplos de patologias que poderiam se beneficiar dos tratamentos, realçando o papel fundamental na promoção da pesquisa científica e do desenvolvimento de evidências.
Durante o encontro, Caio França teve a oportunidade de conhecer de perto o processo produtivo da farmacêutica Ease Labs e da farmoquímica Semeya, empresas do Grupo Ease Labs, em Belo Horizonte (MG), destacando a robustez da cadeia produtiva e o compromisso da empresa com a qualidade e a segurança dos produtos. Na conversa, foram enfatizadas as tecnologias inovadoras criadas em solo nacional, atendendo as diretrizes e padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
“Estamos comprometidos a contribuir para o avanço da medicina e melhora na vida de inúmeros pacientes que passarão a ter acesso de forma gratuita a um produto capaz de auxiliar nos desafios enfrentados por aqueles que convivem com a epilepsia, doença que será abrangida pelo SUS neste primeiro momento. Há uma série de outras enfermidades que podem ser tratadas com o canabidiol, e acreditamos que futuramente a expansão do fornecimento para o cuidado delas permitirá ampliar o impacto positivo deste medicamento. Temos muito orgulho de dar esse primeiro passo e fazer história junto com o Governo do Estado de São Paulo”, conta Gustavo Palhares, CEO e cofundador da Ease Labs.
A adoção do formato de compra proposto pela farmacêutica demonstra uma significativa redução nos custos dos produtos, impulsionado pela nacionalização e verticalização da produção pela companhia.
“Muito feliz de ter conhecido o rigor do processo de produção da empresa fabricante do produto vencedor na licitação que inclui a cannabis medicinal no SUS em São Paulo, que vai atender a demanda de pacientes da Lei Estadual 17.618/23, de minha autoria, visando a democratização do acesso ao canabidiol. Equipamentos de ponta, alta tecnologia, controle de qualidade em todas as fases: desde a purificação, formulação, controle de qualidade e envase do produto. Saio de Belo Horizonte satisfeito com o trabalho realizado pela Ease Labs”, comenta Caio França, Deputado Estadual por São Paulo.
A licitação, homologada em janeiro de 2024 e que disponibilizará o tratamento pelo SUS no Estado de São Paulo, trouxe uma redução de custo drástica ao implementar um processo com base em quantidade de princípio ativo e não em formulação ou marcas específicas, o que contribuiu para um aumento da competição e queda de mais de 5 vezes no valor pago em judicialização, mantendo a exigência de aprovação dos produtos pela Anvisa.
“A visita do deputado Caio França fortalece a parceria entre setor público e privado, com o intuito de beneficiar o paciente final e marcando um capítulo importante na história da Cannabis medicinal no Brasil. Com a clara redução de altos custos, trazidos pelo crescimento da judicialização e a busca por uma melhora na saúde dos pacientes que são atendidos pela rede pública, será natural que os demais estados da federação adotem programas similares, e estaremos prontos para competir em novos certames e atender também outras regiões com a mesma eficiência e comprometimento com os rigores técnicos-científicos exigidos pela ANVISA””, conclui Gustavo.